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O outro também tem um passado, sabia?

Somos todos atiçados pela curiosidade. Gente sempre é atraída por fofocas, mistérios, desastres…precisamos  o tempo todo estar informados sobre tudo o que se passa ao redor. Mas creio que as mulheres sejam a raça mais curiosa já vista em todos os tempos. E não é preciso muito para que investiguemos a vida – e principalmente o passado – de nossos parceiros. Basta deixar uma brecha pra que celulares, bolsos e computadores sejam escaneados minuciosamente. Ou nem isso, afinal temos uma penca de fontes, como Twitter, Orkut, Facebook, blogs, fotologs, e por que não o Google?

Afirmo tal prática por hábito meu mesmo, afinal sempre fazia aquela varredura básica na web pra descobrir preferências, gostos e até pra saber melhor com quem estava me metendo. Mas com isso, acabava também topando com o passado do sujeito, deparando-me com mais do que eu realmente queria encontrar.

Muita gente tem aquela mania infantil de querer se iludir vendo no outro um virgem, imaculado. É como se ele tivesse começado a viver quando te conheceu. Alô, acorda pra vida, beibe! Se você tem lá seus vinte e poucos anos, dificilmente vai se deparar com alguém 0km, sem ex-namorada, sem outras paixões e, consequentemente, sem outras declarações e juras que felizmente não vingaram – ou ele não estaria com você, certo?

Durante a maior parte da minha solteirice, contei num blog causos meus, histórias de rolos e paixonites. Parte do meu passado está publicada na net pra quem quiser ler. Sei que meu namorado tem conhecimento disso e creio que seja preciso ter estômago pra saber tais coisas e se manter imparcial, visto que eu, até então um poço de segurança, pulei ao me deparar com alguns tweets trocados entre ele e uma ex-affair tempos atrás.

Sei que é irracional e que tenho o rabo muito mais preso neste quesito, mas umas poucas mensagens foram capazes de me despertar ciúmes de um jeito besta e injusto. Fazia tempo que não me sentia assim e sei que é ridículo o que fiz. Não é algo que eu possa cobrar, ninguém deve satisfações de seu passado a ninguém, mas quem disse que eu conseguia agir como uma pessoa sensata vendo aquelas coisas?

Passado o “choque”, hoje consigo pensar com nitidez sobre o assunto e tenho de respeitar que ele também tem um passado, uma história, outras experiências, do mesmo jeito que eu as tenho. São ciúmes infundados, afinal é tudo passado e agora vivemos o nosso presente. Mas que é ruim a “descoberta”, isso é…

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