Muita gente se pergunta: venlafaxina engorda? A resposta direta é que a venlafaxina pode alterar seu peso, mas isso varia bastante de pessoa para pessoa.
Algumas pessoas ganham um pouco, outras perdem, e muita gente nem percebe mudança. Na maioria dos estudos, o efeito sobre o peso é pequeno e pouco comum, então não é garantido que você vá engordar.

Você vai ver como a venlafaxina age no cérebro e por que isso pode influenciar apetite, metabolismo e retenção de líquidos.
Também vai entender quais fatores pessoais — como genética, estado da depressão e outros remédios — podem aumentar a chance de mudança de peso e o que fazer para monitorar e controlar essas variações.
Venlafaxina e seu impacto no peso corporal
A venlafaxina pode mexer no seu peso de formas diferentes. Algumas pessoas ganham alguns quilos, outras perdem peso no começo, e muitas nem notam diferença.
Esses efeitos dependem do modo como o remédio age no cérebro e dos hábitos e características de cada um.
Possibilidade de ganho de peso
Aumentos de peso acontecem em uma minoria dos pacientes que usam venlafaxina.
Estudos mostram que só uma pequena porcentagem relata ganho significativo, e o aumento médio costuma ser bem modesto, especialmente se comparar com certos antidepressivos.
Esse ganho pode estar ligado a aumento do apetite, mudanças no metabolismo ou até menos atividade física por conta do cansaço.
Doses mais altas e uso prolongado podem aumentar a chance disso acontecer.
Se você perceber ganho de peso, vale a pena ficar de olho no padrão alimentar e na rotina de exercícios.
Converse com seu médico antes de mexer na dose ou trocar o remédio. Ele pode sugerir mudanças na alimentação, exercícios ou até pensar em outro medicamento.
Possibilidade de perda de peso
Algumas pessoas perdem peso logo no início do uso da venlafaxina, principalmente nas primeiras semanas.
Náusea e redução do apetite são efeitos colaterais comuns que podem levar à perda temporária de peso.
Existe também a hipótese de que a ação sobre noradrenalina reduza a fome em certos pacientes, o que pode resultar em emagrecimento leve.
Normalmente, essa perda é moderada e tende a se estabilizar depois de um tempo.
Se você emagrecer rápido ou sem querer, fale com o médico. Perda de peso excessiva pode exigir ajuste de dose ou investigação de outras causas.
Comparação com outros antidepressivos
A venlafaxina é um IRSN (inibidor da recaptação de serotonina e norepinefrina).
Se comparar com ISRSs como paroxetina, ou antidepressivos tricíclicos, ela costuma ter menor associação com ganho de peso.
Medicamentos como mirtazapina ou paroxetina têm mais chance de causar ganho expressivo.
Já opções como bupropiona tendem a provocar menos ganho e, às vezes, até perda de peso.
Na hora de escolher o tratamento, você e o médico vão pesar efeitos sobre o peso, pressão arterial e eficácia para seus sintomas.
Cada remédio tem um perfil diferente, então a escolha depende da sua saúde e preferência.
Fatores individuais e gestão das variações de peso
A resposta do seu corpo à venlafaxina varia conforme dose, tempo de uso, alimentação e saúde prévia.
Preste atenção ao apetite, ao nível de atividade e a sintomas físicos para ajustar com seu médico.
Doses e duração do tratamento
Doses mais altas e uso prolongado aumentam a chance de mudanças no peso.
Se você estiver tratando depressão com ansiedade, fobia social ou transtorno de pânico, o médico pode subir a dose para controlar sintomas — isso pode afetar apetite e metabolismo.
Relate ganho ou perda de peso nas consultas. O médico pode reduzir a dose, trocar para outro antidepressivo ou investigar outras causas.
Não interrompa a medicação por conta própria; parar de repente pode trazer sintomas de descontinuação.
Monitore seu peso semanalmente e anote quando as mudanças acontecem junto com alterações de dose.
Isso ajuda a perceber se o remédio, a dose ou o tempo de uso estão ligados à variação.
Influência do estilo de vida e metabolismo
Seu metabolismo, genética e hábitos alimentares têm um peso enorme enquanto você usa venlafaxina.
Comer mais por ansiedade ou compulsão alimentar pode aumentar as calorias ingeridas.
Sedentarismo também contribui para ganho de peso.
Tente praticar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana.
Dê preferência a proteínas magras, fibras e vegetais; corte um pouco dos ultraprocessados e açúcar.
Beber água com frequência e manter horários regulares de refeição ajudam a controlar o apetite.
Se você já teve problemas como constipação (ou pancreatite), avise o médico.
Mudanças na dieta ou nos sintomas gastrointestinais podem exigir ajuste no tratamento.
Sintomas associados e orientação médica
Observe sintomas além do peso: náuseas, tontura, insônia, alterações sexuais ou aumento da pressão arterial. Esses sinais podem indicar efeito colateral que também mexe com apetite e ganho de peso.
Se aparecer prisão de ventre persistente ou dor abdominal intensa, fique atento. Sinais de pancreatite, como dor forte no abdômen que irradia para as costas e vômito, exigem atendimento imediato.
Avise seu médico sobre qualquer sintoma novo, mesmo que pareça bobo. É ele quem vai avaliar se vale a pena continuar ou ajustar o tratamento.
Se o ganho de peso estiver realmente incomodando, converse sobre alternativas. Pode ser que um ajuste na dose, troca de medicação, ou até algum suporte nutricional e atividade física ajudem a equilibrar as coisas.