Sentir dor embaixo da mama esquerda é desconfortável e, claro, pode assustar. Nem sempre é algo grave, mas é bom ficar de olho.
Muitas vezes, a dor vem de causas musculares, digestivas ou até de mudanças hormonais. Em outros casos, pode ser sinal de algo que merece uma olhada médica, como problemas cardíacos ou alterações na própria mama.
Se a dor vier junto com falta de ar, suor frio, náusea ou durar muito, procure atendimento médico imediatamente.

Existem várias causas para dor abaixo da mama esquerda. Algumas são comuns e nem sempre preocupantes, mas outras exigem atenção.
Reconhecer os sinais certos pode ajudar você a decidir quando procurar um profissional e evitar sustos desnecessários.
Causas e Sinais da Dor embaixo da Mama Esquerda
Essa dor pode ter origem no tecido mamário ou em órgãos próximos. Preste atenção na intensidade e se ela aparece junto com outros sintomas como falta de ar, febre, nódulos, vermelhidão ou piora ao respirar.
Alterações mamárias e mastalgia
A mastalgia é bem frequente e costuma estar ligada a flutuações hormonais. Muitas mulheres sentem dor cíclica antes da menstruação ou uma sensibilidade generalizada nas mamas.
Nódulos benignos, como fibroadenoma e cistos, podem provocar dor localizada e até formar uma bolinha palpável. Geralmente são móveis e indolores, mas às vezes inflamam e incomodam.
Mastite, por outro lado, causa dor forte, vermelhidão, calor e febre, principalmente em quem está amamentando. O câncer de mama raramente causa dor isolada, mas se você notar nódulo persistente, pele retraída, secreção ou mudança no formato da mama, vale investigar.
Exames como ultrassom (para mulheres mais jovens), mamografia (acima dos 40 anos) e, em alguns casos, biópsia, ajudam bastante a esclarecer o quadro.
Doenças cardíacas e circulatórias
A dor sob a mama esquerda também pode ter relação com o coração. Angina costuma ser uma pressão no peito ao esforço, podendo irradiar para braço, pescoço ou mandíbula.
O infarto provoca dor intensa, suor frio, náusea e falta de ar – é uma emergência. Já a pericardite causa dor aguda que piora ao deitar e melhora ao inclinar-se para frente.
Embolia pulmonar pode dar dor súbita ao respirar, falta de ar e, às vezes, tosse com sangue. Se sentir dor forte, sudorese, náusea ou dificuldade para respirar, corra para o hospital.
Exames como eletrocardiograma (ECG) e exames de sangue costumam ser os primeiros passos para investigar.
Distúrbios gastrointestinais
Gastrite e refluxo podem causar queimação ou dor que imita dor no peito. Muitas vezes, a dor piora depois de comer, vem com azia, regurgitação ou náusea.
Hérnia de hiato também pode provocar dor atrás do osso do peito e refluxo persistente. Às vezes, gases ou distensão abdominal acabam irradiando desconforto para essa região.
Sintomas como relação com alimentação, alívio com antiácidos e azia frequente costumam aparecer. Se vier acompanhada de vômito persistente, perda de peso ou dificuldade para engolir, vale procurar um médico para exames como endoscopia.
Problemas musculares, costais e pulmonares
Lesões musculares e neurite intercostal dão dor localizada, geralmente piora com movimento, respiração profunda ou ao tocar a área. Pode acontecer depois de levantar peso ou esforço físico.
Costocondrite causa dor na junção da costela com o esterno, sensível ao toque e que pode parecer dor cardíaca. Pneumonia e pleurite geram dor ao respirar ou tossir, muitas vezes com febre e tosse.
Exame físico e radiografia de tórax ajudam a diferenciar causas musculares de pulmonares. Fisioterapia e anti-inflamatórios costumam ajudar em dores musculares, enquanto infecções precisam de antibiótico.
Diagnóstico, Exames e Abordagens de Prevenção
Descobrir o motivo da dor sob a mama esquerda exige observar os sinais, fazer exames e, às vezes, mudar alguns hábitos. Anotar quando a dor aparece e o que piora ou melhora pode ser útil.
Sinais de alerta e quando procurar atendimento
Procure um médico se notar nódulo palpável, secreção pelo mamilo (principalmente sanguinolenta), vermelhidão, aumento de temperatura ou febre. Dor súbita no peito com suor, falta de ar, náusea ou irradiação para o braço esquerdo precisa de avaliação cardíaca urgente.
Se a dor durar mais de duas semanas, piorar ou atrapalhar suas atividades, marque consulta. Quem tem histórico familiar de câncer de mama ou alterações anteriores deve buscar avaliação precoce.
Anote quando começou, quanto tempo dura, intensidade e fatores que aliviam ou pioram a dor para mostrar ao médico.
Exames e métodos diagnósticos
O médico geralmente começa com exame físico da mama e avaliação do tórax. Para dor suspeita de origem mamária, ultrassonografia é indicada em mulheres jovens e para diferenciar cistos de massas sólidas.
Mamografia é recomendada conforme a idade ou se houver suspeita no exame clínico. Em caso de sinais de infecção, pode ser preciso drenar abscesso.
Se houver suspeita cardíaca, ECG e raio-X de tórax entram na lista de exames. Quando há dúvida sobre câncer, encaminhamento para oncologista e biópsia podem ser necessários.
Leve resultados de exames anteriores e anote seu histórico familiar para ajudar no diagnóstico.
Autoexame, prevenção e qualidade de vida
Faça o autoexame das mamas uma vez por mês, de preferência depois da menstruação. Procure nódulos, retrações na pele, alterações no mamilo ou qualquer secreção diferente.
Use movimentos circulares e pressione levemente as diferentes camadas do tecido para perceber mudanças. Não precisa ter pressa—o importante é conhecer o próprio corpo.
Tente manter uma alimentação equilibrada. Se sentir dor cíclica, talvez valha a pena reduzir a cafeína.
Um sutiã com bom suporte pode ajudar a diminuir a tensão muscular. Não subestime o conforto no dia a dia.
Participe de campanhas como o Outubro Rosa. Siga as recomendações para exames periódicos, considerando sua idade e histórico.
Ao notar qualquer alteração, procure orientação médica sem esperar. Às vezes, um detalhe faz toda a diferença.