Você pode até tomar antialérgico durante a dengue, mas só se o médico liberar e não houver contraindicação. Alguns anti-histamínicos ajudam na coceira, mas outros remédios podem piorar o risco de sangramento.
Neste texto, vou te mostrar quais antialérgicos costumam ser mais seguros, por que o aval do médico é fundamental e quais remédios evitar para não complicar a situação.

A coceira pode ser insuportável e, sinceramente, a vontade de se automedicar é enorme. Mas é importante saber o que observar no corpo, quando procurar ajuda e também conhecer algumas medidas simples que aliviam o desconforto sem colocar sua saúde em risco.
Pode tomar antialérgico com dengue?
Alguns antialérgicos aliviam a coceira da dengue, mas só certos tipos são considerados mais seguros. É preciso evitar remédios que aumentam o risco de sangramento e sempre conversar com o médico antes de usar qualquer medicamento.
Situações em que o antialérgico pode ser necessário
A coceira na dengue pode ser forte e atrapalhar o sono. Se ela estiver te impedindo de descansar, o médico pode sugerir um antialérgico.
Quando a coceira piora à noite ou começa a machucar a pele de tanto coçar, pode ser hora de considerar remédio — mas só com orientação. Em casos leves, vale tentar compressas frias ou loções calmantes antes de partir para o remédio.
Se aparecer sangramento, tontura ou dor abdominal forte, não use antialérgicos por conta própria. Nessas situações, o melhor é buscar atendimento logo.
Antialérgicos recomendados e antialérgicos a evitar
Antihistamínicos de segunda geração costumam ser os preferidos. Exemplos: loratadina, cetirizina e desloratadina.
Eles aliviam a coceira sem causar tanta sonolência ou mexer com a coagulação. Já os de primeira geração, tipo hidroxizina, podem dar sono forte e só devem ser usados se o médico realmente indicar.
Evite anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) como ibuprofeno, aspirina ou nimesulida — esses aumentam o risco de sangramento. Corticoides também não são recomendados sem indicação, porque não trazem benefício claro para dengue e podem até piorar.
Tabela rápida:
- Recomendados: loratadina, cetirizina, desloratadina (sempre com avaliação médica).
- Usar com cautela: hidroxizina (pode dar sonolência).
- Evitar: ibuprofeno, aspirina, nimesulida, AINEs, corticoides sem orientação.
Riscos do uso de antialérgico durante a dengue
O maior risco na dengue é o sangramento, já que as plaquetas podem cair bastante. Alguns remédios mexem na coagulação e isso pode ser perigoso.
Antihistamínicos normalmente não alteram as plaquetas, mas misturar remédios por conta própria pode dar ruim. Sedação forte (com certos anti-histamínicos) também pode mascarar sinais de que a dengue está piorando, tipo confusão ou sonolência estranha.
Se aparecer sangramento na gengiva, manchas roxas ou vômito com sangue, pare qualquer medicação e vá para o hospital.
Importância da avaliação médica
O médico vai checar as plaquetas, sinais de gravidade e outros remédios que você já usa. Só ele pode dizer qual antialérgico é mais seguro no seu caso.
Leve informações sobre alergias, uso de anticoagulantes e outros medicamentos. O profissional vai indicar a dose certa e o tipo de antihistamínico, além de orientar sobre hidratação e sinais de alerta.
Não troque ou comece remédios por conta própria. Isso evita complicações sérias, como sangramentos e dengue hemorrágica.
Cuidados e tratamentos para sintomas da dengue
Cuide da febre, da dor e mantenha-se hidratado. Evite remédios que aumentem o risco de sangramento e procure o médico se os sintomas piorarem.
Medicamentos permitidos e proibidos durante a dengue
Use paracetamol ou dipirona para controlar febre alta e dor no corpo. Siga a dose da bula ou a orientação do médico.
Evite aspirina e outros AINEs como ibuprofeno e naproxeno, pois aumentam o risco de sangramentos. Se você toma anticoagulante ou tem doença crônica, fale com seu médico antes de qualquer remédio.
Não use corticoides sem prescrição, pois não são indicados para dengue e podem trazer riscos. Anote tudo que já tomou e leve para o atendimento — isso ajuda a equipe a evitar combinações perigosas.
Alternativas para aliviar a coceira na pele
Para diminuir a coceira, só use antialérgico se o médico indicar. Loratadina é uma opção comum, mas sempre confirme antes.
Compressas frias ou banho com água morna e sabonete neutro podem acalmar a pele. Evite coçar para não abrir feridas ou causar infecção.
Pomadas calmantes podem ajudar, mas só use se o médico ou farmacêutico liberar. Cremes com corticoide só com receita.
Mantenha a pele hidratada e as unhas cortadas. Se a coceira ficar insuportável ou aparecerem lesões nas mucosas, procure atendimento rápido.
Hidratação, repouso e prevenção de complicações
Beba bastante líquido: água, soro caseiro (mistura de água, sal e açúcar na medida certa) ou isotônicos, especialmente se estiver com vômitos ou suando muito.
Pequenos goles ao longo do dia costumam ser mais eficazes do que tentar tomar grandes quantidades de uma vez.
Descanse bastante. Evite esforço físico, principalmente nos primeiros dias, enquanto a febre e as dores persistirem.
Fique atento a sinais de agravamento, como sangramentos, dor abdominal forte, tontura, vômitos que não param ou queda da pressão.
Se perceber piora ou sinais claros de desidratação, procure atendimento médico.
A equipe de saúde pode oferecer fluidos na veia e monitorar exames, como plaquetas, para evitar complicações.
E, claro, tente prevenir novos casos: use repelente, elimine água parada e tampe recipientes.
Essas pequenas atitudes ajudam a reduzir o risco de reinfecção e transmissão.